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Ponderando sobre o que fazer, de verdade, com esse Substack, me peguei pensando sobre o quanto essa escrita me abriu portas (e comportas) nos últimos tempos.
A cada texto, uma catarse, mas também o início de uma conversa. Foram inúmeras as vezes em que fiz uma publicação e recebi imediatamente mensagens privadas de carinho, conforto, apreciação ou até mesmo identificação.
Em cada texto, coloquei minhas angústias nas linhas e celebrei minhas conquistas nos curtos parágrafos. Em cada história, um pequeno insight de um grande processo diário e doloroso de autoanálise e elaboração.
Em cada página em branco, me encontrei diante do desafio delicioso de dar voz e vazão a uma latente inquietação. Nesse processo, me permiti estar totalmente vulnerável nas minhas relações e, consequentemente, na minha escrita. Não por acaso, por tantas vezes apertei “enviar” sem pensar duas vezes, ainda que a sensação de egotrip me assombre de forma constante.
Coloquei tempo, energia e intenção em cada título e revisão. Coloquei muito de mim e um tanto dos outros. Trouxe pulso de vida pro que já tinha até cheiro de morte.
Repeti, elaborei, concluí. Encontrei na construção de cada frase as respostas que eu precisava pra enfrentar mais uma semana. Escrevi, li, reli. E até hoje, ainda releio. Volto aos textos antigos e nem sempre me reconheço.
Entendo, agora, que meus textos sempre nascem em fragmentos. Às vezes caquinhos, às vezes cimento.
Entendo que toda escrita é uma escolha. Dos adjetivos, dos ângulos, dos argumentos. Escrever às vezes é escolher as palavras com uma pinça, mas é também deixar que elas se derramem e queimem desordenadamente, como magma.
É achar. por instantes, que temos o privilégio exclusivo de narrar e nos apropriar de um sentimento, quando na verdade, tudo é parte de um complexo e coletivo emaranhamento.
Escrever como um procedimento. De tudo o que é bruto, o mais belo. Pra tudo o que fere, um martelo. Pra toda a vida que resta, um rastelo.
Aqui vai o meu IMENSO obrigado aos 72 assinantes que me acompanham nessa singela egotrip e a todas as outras pessoas que, generosamente, me levaram a quase 5.000 visualizações nesta curta temporada. Vamos fazer um combinado? Se você me lê e gosta do que eu escrevo, me diz, aqui nos comentários ou no privado, como o que eu escrevo te toca?
E se você chegou agora, aqui vai uma seleção dos meus 4 textos preferidos:
Anatomia do silêncio
Até perder o fôlego (Esse é o meu favoritão)
Licença poética pra sofrer
A morte das pequenas coisas



Que mané egotrip! É a sua voz!
Existem textos que a gente passa os olhos e lê e outros que a gente simplesmente sente. E todos aqui no seu espaço de escrita/leitura são textos de sentir (quem sente, entende). E isso é fantástico!
A vida é sobre conexão e suas reflexões aproximam e conectam
Por favor, continue a compartilhar sua arte com o mundo, porque tenho certeza que seus textos ressoam em muitas almas humanas!
Você traz na escrita a tradução de sentimentos que por vezes não sabemos entender.
Tem também uma força bonita de ler. Aproxima os humanos, os que sentem. Traz a vulnerabilidade de um jeito real. Eu adoro isso, afinal.. somos todos tão vulneráveis.
É isso, você aproxima.